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Técnica criada em 1980, na França, pelo fisioterapeuta francês Philippe Souchard, a RPG considera que as retrações e os enrijecimentos musculares são os responsáveis pelo desequilíbrio postural, que por sua vez pode ser o ponto de partida para o desenvolvimento de inúmeros problemas ortopédicos, como artrose, hérnias discais, etc.
O tratamento baseia-se em um trabalho corporal ativo em que, através das posturas praticadas, tracionam-se todas cadeias musculares, colocado em estiramento máximo, evidenciando suas tensões particulares, que se relacionam umas com as outras como se fossem fios. O que acontece em uma extremidade se reflete na outra. O tratamento é individual e personalizado.
Ph. Souchard - o criador da RPG
Philippe Souchard graduou-se em Fisioterapia pela École de Kinesithérapie do Hôpital des Enfants Malades, de Paris, em 1962. Souchard é, desde 1983, presidente da UIPTM - Universidade Internacional Permanente de Terapia Manual de Saint-Mont, escola francesa de RPG. Em 1996, a UIPTM foi distinguida com o selo de qualidade da Federação Francesa de Cinesioterapeutas Reeducadores.
O professor Philippe Souchard é autor de 17 livros, a maioria já traduzidos para Português, Inglês, Alemão, Italiano e Espanhol, tendo dado conferências sobre RPG em mais de 15 países.
O TRATAMENTO
Segundo os especialistas que aplicam esse método, cada pessoa reage de maneira diferente a um problema. Portanto, a forma de combate-lo deve ser personalizada. A RPG é usada para resolver disfunções do músculo – esquelético.
Podendo ser indicada para pessoas de todas as idades, age contra dores lombares, dorsais e cervicais, lesões por Esforços Repetitivos (LER), desvios de coluna, dos pés e dos joelhos, enxaquecas, bursites, torcicolos e hérnias de disco. É utilizada também para proteger contra os processos degenerativos articulares.
Em crianças e jovens, previne as conseqüências da má postura. “Ninguém sofre de forma igual. Por isso, não podemos tratar todos como se fossem a mesma pessoa. Também não tratamos apenas o local onde há dor e sim todo o corpo”, explica Oldack Borges de Barros, fisioterapeuta e presidente da Sociedade Brasileira de reeducação Postural Global (SBRPG).
Segundo ele, atualmente existem cerca de 8 mil RPGistas (fisioterapeutas que utilizam o RPG) em todo o mundo, sendo três mil só no Brasil. Além do nosso País, França e Itália ocupam posições de destaque na aplicação do RPG.
A reeducação postural global se baseia em um trabalho Corporal ativo. São utilizadas oito posições, o corpo inteiro é colocado em estreitamento máximo para que sejam verificadas quais tensões se relacionam entre si. Por exemplo: uma torção de tornozelos pode provocar uma futura dor no ombro, devido à sobrecarga que o ato de mancar exerce sobre os demais músculos. O tratamento é individualizado e as sessões são semanais, durando aproximadamente uma hora cada. Os resultados aparecem, geralmente na décima sessão e alcançam sucesso em até 90% dos casos.
Quando o paciente é submetido aos cuidados de um profissional qualificado, entre outras disfunções, ele pode corrigir a postura, resolver problemas crônicos de coluna, tonificar os músculos, melhorar a asma e bronquite e crescer de dois a três centímetros, com a recolocação dos ossos no lugar correto.
Só um fisioterapeuta pode aplicar a RPG
Para aplicar a técnica antes de tudo é necessário ser fisioterapeuta. Vencido este obstáculo, é preciso participar de um curso, ministrado pelo próprio Souchard, segundo a Sociedade Brasileira de Reeducação Postural Global.
O aprendizado é dividido em nível básico, com duração de um mês e avançado em patologias específicas, que dura uma semana para cada especialidade. O fisioterapeutra pode se especializar, por exemplo, em esporte, pré e pós-parto e em uma série de outras áreas.
Para que haja a formação desses novos profissionais, o fisioterapeuta francês vem ao Brasil pelo menos duas vezes ao ano para transmitir o ensinamento. Mas, conforme a SBRPG, já existe no Brasil toda uma estrutura montada nos estados de São Paulo, Bahia e Rio de Janeiro para dar continuidade a esse trabalho. |